HOME
POUSADAS & HOTÉIS
RESTAURANTES
ANTIQUÁRIOS
IMOBILIÁRIAS
COMO CHEGAR
ARTESANATO
CONTATO
Feriado de Corpus Christi 2017
Feriado de Corpus Christi 2017 em Itaipava - RJ
Pacotes de 3 ou de 4 noites em Itaipava - RJ
Final de Semana dos Namorados 2017
Final de Semana dos Namorados 2017 em Itaipava - RJ
Pacote com duas noites românticas em Itaipava - RJ
Temporada de Fondues 2017
Temporada de Fondues 2017 em Itaipava - RJ
Sextas, de 20h às 22h em Itaipava - RJ
Pacotes de feriados 2017
pacote de feriado 2017 em itaipava
Veja a lista completa de pacotes de feriados disponível para o ano de 2017
Pacote de Lua de Mel e Bodas 2017
Pacote de Lua de Mel e Bodas 2017 em Itaipava
Escolha Aqui o Melhor Pacote de Lua de Mel
Escapada romântica 2017
pacote escapada romantica 2017 em itaipava
Pacote de 2 (duas) noites para casais eternamente enamorados que desejam acrescentar uma dose extra de romantismo
Jornada gastronômica 2017
pacote jornada gastronomica em itaipava
Duas noites de hospedagem no melhor restaurante de Itaipava
Diária estendida 2017
pacote diaria estendida 2017 em itaipava
Exclusividade: para casais que só podem se hospedar por 1 (uma) noite, mas querem aproveitar ao máximo a permanência na pousada. Diária de até 32 horas, com pensão completa.
O QUE FAZER
Noite em Itaipava
noite em itaipava
Confira tudo que rola nas melhores boates e barzinhos da região mais charmosa da Serra
Itaipava: De Parada Ocasional a Destino de Charme

Hoje, Itaipava se notabiliza como um dos mais cobiçados destinos de charme das regiões serranas do Brasil por três características inconfundíveis: (1) clima inigualável, combinando o ar seco e puro de montanha com os recursos de uma grande cidade; (2) proximidade com o Rio de Janeiro - apenas uma hora de carro, na melhor autoestrada do Estado e (3) centro gastronômico, considerado um dos mais importantes do Estado e do País, conhecido como Vale Gourmet.

Mas nem sempre foi assim. Nos tempos do Brasil Colônia, Itaipava não passava de uma singular referência às margens de uma trilha que seguia às margens do Rio Piabanha, um ponto de parada ocasional para descanso dos cavalos e de quem os conduzia.

Itaipava: De Parada Ocasional a Destino de Charme Já no Império, em 1861, o imperador D.Pedro II veio a inaugurar sob o nome de União e Indústria aquela que viria a ser a primeira rodovia macadamizada da América Latina, interligando as comarcas do Rio de Janeiro à de Juiz de Fora. Este fato foi marcante para consolidar o desenvolvimento de toda a região às margens da estrada. Deu origem também ao primeiro guia de viagens do Brasil, escrito pelo alemão Revert Henrique Klumb, fotógrafo do imperador, e intitulado "Doze Horas em Diligência - Guia do Viajante de Petrópolis a Juiz de Fora". O livro descrevia com textos e imagens a fantástica viagem. (1)

Ainda no século XIX foi inaugurada a via férrea que interligava o Rio de Janeiro à Petrópolis e dali à Três Rios e, em torno de 1890, passou a funcionar a estação "Itaipava" como um ponto obrigatório de parada para o trem.

Ao longo do século XX, Itaipava foi se consolidando gradativamente uma parada indispensável não só para os trens, mas também para os ônibus, caminhões e carros que se deslocavam entre o Rio de Janeiro e Juiz de Fora: descansar as pernas, tomar um cafezinho, abastecer o veículo, ir ao banheiro...

Em 1926, a região deu os primeiros passos rumo à descoberta de uma vocação econômica que perduraria por muitas décadas. Neste ano, o empreendedor Alberto Augusto da Costa e o ceramista francês Henry Gonot abriram aqui a Cerâmica Itaipava. O sucesso do empreendimento atraiu outros ceramistas – em 1952 foi fundada a Cerâmica Luiz Salvador, que até hoje mantém suas portas abertas – e a arte de criar objetos em cerâmica passou a ser, durante muitos anos, uma importante atividade local.

Como testemunho da estação de trem, encontramos uma foto de 1938 que mostra a Sra. Carmen Prouvot, de pé, na plataforma, muito bem vestida e com sua mala de viagem, aguardando a chegada do trem. (2)

Na década de cinqüenta, o trem inicia o seu crescente processo de decadência, As "marias-fumaça" passam a ser substituídas gradativamente pelos veículos automotores. Além da tradicional "parada técnica" dos viajantes, para uma refeição rápida, inicia-se um hábito carioca que perdura até hoje: pegar o carro e subir a serra para almoçar.

O ano de 1952 registra a abertura do primeiro restaurante de alta gastronomia, o Le Moulin Belle Mounière. Muitos cariocas passaram a subir a serra especificamente para fazer uma refeição naquele que foi o primeiro restaurante de comida francesa da região serrana. Ele reinou sozinho como destino gastronômico por vinte anos.

Itaipava: De Parada Ocasional a Destino de Charme Na década de sessenta, o Governo Federal planejou extinguir todas as linhas férreas deficitárias. Assim, em 1964 foi extinto o ramal que passava por Itaipava e, consequentemente, foi demolida a estação, bem como erradicados diversos outros pontos da ferrovia que por ali passava, como pontes e leitos da linha, além de outros prédios de antigas estações. Sobraram e ainda existem duas estações: as de Nogueira e de Pedro do Rio. Ainda existe também a antiga Estação de Paraíbuna em Mont'Serrat, município de Comendador Levy Gasparian, construída em 1856 para a troca das mulas durante as diligências (procedimento realizado várias vezes na viagem entre Petrópolis e Juiz de Fora). Situada em um bonito chalé em estilo francês, esta estação abriga atualmente o Museu Rodoviário, onde é possível restaurar em detalhes a história da Rodovia União e Indústria e do rodoviarismo brasileiro.

Em 1972, a Churrascaria Tarrafa´s abria as portas, somando-se às pioneiras do Estado a servir pelo sistema rodizio. Em 1978, o casal Guilhermina e Valentim abria o Parrô do Valentim, especializado em comida portuguesa. Com estes pioneiros, começava a se desenhar o que viria a ser conhecido mais tarde como Vale Gourmet.

Em 1980, com a abertura da BR-040, rodovia federal que veio a substituir a Estrada União e Indústria na interligação Rio-Juiz de Fora-Belo Horizonte, Itaipava perdeu o tráfego pesado de caminhões, carretas e ônibus.

Itaipava: De Parada Ocasional a Destino de Charme Isso foi ótimo: Itaipava deixou de ser um ponto de parada e consolidou-se como destino turístico para os apreciadores da boa mesa. Rapidamente, expandiram-se pelos arredores os produtores rurais, fornecendo trutas, cogumelos, mel de abelha, ervas aromáticas, hortaliças orgânicas e escargots. Em seguida, multiplicaram-se os produtores artesanais de queijos, de chocolates, geléias e doces.

A oferta de tantos produtos de qualidade contribuiu para atrair chefes de cozinha de inquestionável competência. Surgiram novos restaurantes. Itaipava logo se firmou como o terceiro pólo gastronômico do Brasil – atributo este ratificado pelas estrelas recebidas dos principais revistas e guias de gastronomia. Ao mesmo tempo, Itaipava passou a ocupar o primeiro lugar dentre os destinos de charme da serra fluminense, conseqüência natural da multiplicidade de pequenas pousadas que mais parecem lugares de sonho.

Hoje, Itaipava é uma referência de qualidade. O que continua a se impor são as montanhas maravilhosas, o verde exuberante e o clima ameno, em torno de 15 graus, com quedas geladas de até 8 graus, que atraiu os pioneiros. Todavia, as opções de comércio de alto nível estão cada vez mais diversificadas. Antiquários, artesãos e artistas plásticos se estabeleceram por aqui. As fabricas de roupas de Petrópolis criaram a Feirinha de Itaipava. grandes marcas espalham-se pelos shopping centers. Fondues passaram a ser servidos com bons vinhos ao calor das lareiras. As trutas tornaram-se um prato obrigatório nos cardápios. Todavia, o silêncio, cheio de sons vindos da natureza, continuou se harmonizando com o céu infinitamente estrelado.

Itaipava não se resume mais a um 'retão' cercado de um comércio básico, como nos tempos da velha União e Indústria. O "retão" continua lá, mas quem se limitar a este "endereço" não poderá dizer que visitou ou que conhece Itaipava. Chegaram os bancos, os shopping centers se multiplicaram e o movimento às vezes frenético assusta e chega a causar engarrafamentos. A noite, ao menos nos fins de semana, torna-se uma criança travessa para quem procura o agito das baladas.

Itaipava: De Parada Ocasional a Destino de Charme A novidade é que Itaipava cresceu muito, a um ponto de se confundir com os arredores. Hoje, quem fala em Itaipava fala também do seu entorno, as estradinhas de montanha e os vales floridos que se integram harmoniosamente ao seu conjunto. As imobiliárias passaram a oferecer luxuosos condomínios escondidos em vales floridos.

Portanto, além de atender aos que buscam a agitação, Itaipava ganhou novos destinos, recantos encantados para passeios, que os desbravadores não se cansam de enaltecer. São novos destinos para aqueles que querem mesmo é esquecer a cidade, recarregar as baterias, comer bem e curtir um clima rural e sossegado (3).

Esta é a proposta deste site: mostrar a Itaipava Tradicional, com seu jeito urbano, comércio trepidante e a agitação dos shopping centers, bancos, lanchonetes e grandes restaurantes. Mas mostrar também a Grande Itaipava, com os seus arredores como Araras, Vale das Videiras, Secretário e Rocio, vales vocacionados para quem busca o sossego e a calma das áreas rurais, das fazendas, das pousadas exclusivas, dos pequenos restaurantes e suas cozinhas artesanais, das trilhas pelas matas e das noites absurdamente silenciosas.

Escolha a Itaipava que melhor fala aos seus sentidos - e seja bem-vindo !


(1) Cf. "Doze Horas em Diligência – Guia do Viajante de Petrópolis Juiz de Fora" , Revert Henrique Klumb, ed. 1872.
(2) www.estaçoesferroviarias.com.br/efl_rj_petropolis/itaipava.htm; Revista da Semana, 1926; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Correspondência de Capistrano de Abreu, José Honório Rodrigues, volume 1, Rio de Janeiro, 1954; Revista Estações de Itaipava, artigo "Memórias da Água na Pedra", publicado no n. 20, inverno de 2008.
(3) "Itaipava e seus Arredores" , Viana e Mosley Editores, 2004.




Para retornar a página principal, clique aqui.
© 2010 Itaipava - RJ All Rights Reserved.